“O Globo destaca que cerca de 250 correspondentes internacionais vieram ao Brasil para acompanhar as eleições de 3 de outubro. O fato de uma mulher ter, pela primeira vez, as maiores chances de ser eleita presidente e o peso econômico do país no mundo são algumas razões do interesse crescente dos estrangeiros.

Mas certas peculiaridades do processo eleitoral brasileiro também chamam a atenção dos repórteres internacionais. Antes das eleições e após a divulgação dos resultados, diversos correspondentes escreveram sobre o sucesso do palhaço Tiririca, que se candidatou pelo PR de São Paulo. Sem qualquer experiência política e denunciado por analfabetismo, Tiririca foi eleito o deputado federal mais votado do país, com 1,3 milhão de votos – mesmo anunciando, em seu programa político, que não sabe o que faz um deputado federal.

Enquanto para alguns eleger um palhaço é uma forma de protesto contra os políticos brasileiros, outros se envergonham da eleição de Tiririca, observa a imprensa estrangeira. Tiririca foi notícia no Le Monde, da França, no australiano The West Australian no irlandês Metro Herald, no New Zealand Herald, da Nova Zelândia, e em vários outros jornais, além das principais agências internacionais.”

Do Knight Center for Journalism in the Americas